sexta-feira, 26 de março de 2010

Bebê de 11 meses vira professora



Por Drª Karine Rizzardi


Precisamos ficar atentos as características dos filhos, pois eles nos ensinam coisas que precisamos aprender ou a voltar a praticar em determinado momento de nossas vidas. A idade que cada filho tem, retrata a necessidade especial que devemos praticar.

Meu esposo e eu temos uma filhinha de 11 meses e a cada dia fico impressionada com as coisas que ela nos ensina. O seu filho também quer lhe ensinar coisas e você deve estar antenado a perceber. No final deste ano fomos à praia e notamos que ela ficava horas olhando o comportamento de uma borboletinha e aquilo parecia mágico para ela. Nós tivemos um momento em família tão precioso que pulávamos ondas, brincamos na areia e nossa neném ria que parecia que ia explodir de tanta felicidade. Por hora, me toquei que a quase dez anos eu não entrava mais no mar para não melecar o bronzeador ou estragar o cabelo... quanta bobagem. Fiquei pensando que filhos bebês vêm nos dar indicativos que estamos tão corridos no nosso dia a dia, que precisamos parar para contemplar as coisas “simples” da vida como o entardecer do sol ou a mudança da lua. Eles nos ajudam a ver que a vida profissional é importante, mas que nada se compara com o fato de aproveitar o núcleo familiar – sair comer milho verde de chinelo e olhar aqueles olhinhos curiosos em conhecer tudo e nós do contrário, já temos nossas verdades e deixamos de lado esse “olhar de aprendiz” em aprender com as coisas da vida.

Crianças pequenas, de igual forma, nos ensinam aproveitar melhor a vida e não só ficar atrás do sustento do lar ou coisas do gênero. Aqueles pais com filhos de mais de três anos, devem estar atentos a perceber a beleza em descansar após um longo dia de trabalho e poder ter seus momentos de lazer, assim como eles. As crianças em geral, se respeitam quando estão com sono e nós não deixamos nos entregar a ele, pois parece que não podemos. Além disso, filhos ainda crianças se contentam com coisas simples e isso é uma grande lição para nós que queremos sempre mais, que enquanto não alcançarmos tal e tal objetivo, não sossegaremos. Que lendo engano! As crianças podem até ter brigado com o irmãozinho e chorado porque deu problema na escola, mas quando vão à feirinha eles olham o pula-pula e ficam enlouquecidos. O que será que isso quer nos ensinar? Consegue perceber por quê eles são nossos professores?

Filhos adolescentes, é outro exemplo, pois estão em um momento da vida em que estão cheios de sonhos e lotados de amigos. Essa fase geralmente os pais já estão “ligados no automático”, repetindo as mesmas coisas e fazendo tudo igual. É hora dos adultos e se voltarem mais para os amigos (iguais a eles), refazer seus próprios sonhos que ficaram de lado enquanto se educavam os filhos. Isso é igualmente importante, mas nós temos sonhos pessoais que não podem se apagar.

Por fim, os filhos se casam e já são adultos. Com isso, se voltam para si mesmos e em escrever suas próprias histórias. Os pais também devem se voltar para isso e pensar que coisas podem fazer por si mesmos para curtir, viajar, usufruir de tudo o que foi construído. Quem não está contente, tem a chance de se reformular e continuar a
caminhada em busca da reconstrução. E nessa hora, aparecem os netos, e aí..... aí sim, nós viramos crianças outra vez.

Curiosa a vida, não! Não há nada que ocorra sem propósitos maiores!




A autora é psicóloga especialista em casais e família.
Pós graduada na Universidade de Chicago.




Karine mora em Cascavel - PR e gentilmente cedeu seu artigo para nosso blog.
Obrigada Karine!!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Ensinar no caminho


















"Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele." - Pv. 22:6

Bom, quem vê essa foto como eu vi, em agosto, deve primeiramente pensar: "que menininha linda". Achei tão bonita que até salvei a foto.

Mas hoje, quase 7 meses após ter salvado essa foto, o que mais chama minha atenção é o que ela está fazendo.

Vou explicar pra quem não chegou a vê-la. Retirei essa foto do site do UOL, no dia 06/08/09*, dia que os japoneses se reuniram para relembrar a tragédia que se abateu sobre eles em Hiroshima.

Quero então chamar sua atenção pra essa garotinha, ela não estava lá, acho que mesmo que alguém já tivesse explicado pra ela sobre as bombas atômicas, ela ainda não entenderia a grandeza da tragédia. Mas ela foi levada, está sendo ensinada - da maneira deles, é verdade - a orar em prol daqueles que morreram naquele fatídico dia e em função dele, tempos mais tarde.

Agora, repara bem em quem a está conduzindo. De quem são as mãos que a ensinaram como segurar o terço budista, que a colocaram nessa posição e que estão ali, dando apoio, segurança e o mais importante, mostrando “eu estou aqui com você”?

Eu ainda não sou mãe, mas lembro muito bem da minha mãe e do meu pai me levando pra igreja, colocando-me ao seu lado - via de regra ao lado da minha mãe, porque o meu pai ia pra frente da igreja conduzir o culto - e me ensinando a ler a Bíblia, a orar, a ficar de pé quando precisava, a sentar quando era pra sentar.

Não sei quanto a vocês, mas acredito que existe uma boa chance dessa menina continuar na religião de seus pais porque pôde aprender com o exemplo deles. E quantos de nós podemos dizer o mesmo? Quantos terão a mesma lembrança que eu tenho e que essa garota possui?

Jamais verei o futuro dessa menina, não posso fazer nada a não ser divagações, mas de uma coisa eu tenho certeza: a verdade bíblica de Provérbios se aplica a qualquer caminho, cabe a você, pai, e a você, mãe, escolher o caminho no qual vai ensinar ao seu filho.

Talvez esse pai budista tenha muito a nos dizer sobre como ensinar seu filho no caminho, eu só queria que ele descobrisse a tempo o caminho certo.



*Foto tirada por Kazuhiro Nogi.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Ano Novo

Tudo bem que já estamos terminando o primeiro trimestre do ano.
Mas nunca é tarde pra recomeçar!

Estamos às voltas com o início dos grupos e com o Encontro Nacional, que este ano contará com a participação do Gary e Anne Marie Ezzo - estamos empolgados com isso.

Quero convidar a todos para contribuirem com o nosso blog. Sozinha eu não tenho condições de ter textos sempre atualizados. :\

Quero convidar os líderes a escreverem sobre suas experiências e aos participantes a contarem seus testemunhos. Se você se sentir constrangido, podemos manter seu nome em sigilo. A gente conta só a benção e esconde o nome do santo. :)

Espero encontrar todos ou pelo menos a maioria no Encontro da Família.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Testemunho

O curso Educação de Filhos veio me aproximar mais de Deus, eu tinha uma dificuldade muito grande de relacionamento e no curso aprendi a me relacionar com as pessoas e com Deus, fui recebida com muito amor no grupo, e isso fez com que me soltasse e comunicasse melhor e perdesse um pouco da vergonha.
A maior benção foi ver minhas filhas estudando comigo em casa cada lição e me encorajando a fazer as tarefas, a por em prática cada princípio e viver uma nova vida. Hoje elas chamam pra orar, para louvar e assumem suas responsabilidades. Foi uma benção na minha vida e quero fazer novamente!!

Francisca Régina

Líder do Grupo - Indalécia Ferraz

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Olá queridos!

Hoje temos um texto de uma líder em treinamento do Educação de Filhos. O casal Alcione e Michelle Monteiro, na foto eles estão acompanhados da filha Camilla, foram líderes em treinamento do Cleverson e Fabi - Curitiba. E para a formatura a Michelle escreveu um texto bem legal e resolveu compartilhar com a gente...



AMADOS
Chegamos ao final de mais um ciclo, um período muito importante em nossas vidas onde durante algumas semanas estivemos em busca de COMO CRIAR UMA CRIANÇA MORAL dentro dos padrões de Deus.
Na certeza de estarmos COMEÇANDO CERTO, pois neste período tivemos a oportunidade de conhecer OS FUNDAMENTOS DE EDUCAÇÃO DE FILHOS À MANEIRA DE DEUS, e todo aquele que segue a Palavra não tem como errar.
Não foi fácil aceitar e muitas vezes ouvir mensagens que tocaram fundo em nosso coração e nos fizeram refletir seja sobre O MANDATO DO PAI ou até mesmo COMO DIZER "EU TE AMO" ao nosso cônjuge e filhos.
Porém acreditamos que valeu a pena, foram 15 aulas em que cada compartilhar falava em especial com cada um de nós, houve momentos de puro ARREPENDIMENTO, PERDÃO E RESTAURAÇÃO e temos certeza que dentro dos PRINCÍPIOS DA OBEDIÊNCIA, nossos filhos serão o Sal da Terra.
Não queremos filhos robõs mais sim filhos com uma CONSCIÊNCIA MORAL, bem definida tendo o seu CARÁTER muito bem DESENVOLVIDO respeitando os MAIS VELHOS, COMPANHEIROS, AS AUTORIDADES e principalmente OS PAIS.
As QUESTÕES DE DISCIPLINA coo exemplo A DISCIPLINA COM CORREÇÃO e A DISCIPLINA COM ENCORAJAMENTO são fundamentais para um desenvolvimento saudável durante a infância e quando necessário AS CONSEQUÊNCIAS E A PUNIÇÃO também devem ser utilizadas, porém com sabedoria dentro do contexto Bíblico.
Amados, queremos agradecer a oportunidade de aprender com vocês, de viver estes momentos que ficaram registrados em nossos corações e tenham certeza que estmoas caminhando para CONSTRUIR UMA FAMÍLIA SAUDÁVEL.
Fiquem todos na PAZ do SENHOR.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Final do semestre!

Oi Gente! Desculpe nossa falta de contato, mas quando o final de semestre se aproxima as coisas aceleram ainda mais... muitos certificados a serem enviados para que as formaturas aconteçam dentro do planejado.
Aproveitando, estou colocando um álbum do grupo do Alexandre e Carla, da Igreja Batista Filadélfia em Taguatinga - DF.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

TIOS DEMAIS, PAIS DE MENOS...

Continuação...

Gostaria de iniciar minha argumentação fazendo a seguinte pergunta: Qual a definição que os dicionários apresentam para as palavras tio ou tia? Substantivo masculino: O irmão do pai ou da mãe em relação aos filhos destes (Michaelis). Os meus tios e tias eram pessoas que visitavam a nossa casa de vez em quando, traziam os primos e os meus avós gostavam muito quando todos se reuniam na casa deles nas festas e aniversários.
Tão logo minhas filhas foram para a escola; elas, ao invés de se encontrarem com as professoras, passaram a encontrar-se com as tias. Com o passar do tempo, essas palavras vieram designar outros tipos de pessoas. O conceito expandiu-se e logo havia a “tia da cantina”, o “tio da portaria”, o “tio da Kombi”...
Agora estou assustado quando ouço os pais falarem da vida acadêmica de seus filhos de 3, 4 anos de idade: logo cedo vão ficar com a “tia da creche”. Quando retornam com o “tio da van”, chegam na hora do almoço para se encontrar com “a tia que cuida da casa”. Se já são mais crescidinhos, à tarde vão para a “tia do Kumon” e o “tio do inglês”. Se meninos, para o “tio da aula de música” ou para o “tio da natação”. Se meninas, para a “tia do balé”. Não podemos nos esquecer dos “tios da aula de vôlei”. Essa aula vale ouro olímpico!!!
Corre-se o risco de ver todo o investimento na educação das crianças se perder. Então o que é feito? Contrata-se a “tia do reforço escolar” para garantir que todos os deveres serão feitos e revisados.
Graças a Deus somos cristãos e logo chega o domingo e as crianças irão para o culto de manhã e participarão de um poderoso e atraente estudo bíblico com “as tias da escola dominical”. À noite retornamos para o culto. Como as crianças são especiais, temos um culto todo especial preparado para elas pelos “tios e tias do ministério infantil”.
Como ninguém é de ferro, as férias chegam e as crianças precisam se divertir. Elas são enviadas para um acampamento ou para um hotel legal e ficam sob os cuidados especializados dos “tios e tias recreadores”. Outros pais enviam anualmente seus filhos para uma viagem missionária, acompanhados dos “tios e tias da missão tal”.
A conclusão a que chego é inevitável: É tio demais e pai de menos! É tia demais e mãe de menos!
A isso eu chamo de terceirização da paternidade!
O papel dos pais está praticamente restrito ao pagamento das contas dos tios e tias. Salvo raríssimas exceções... E nós não sabemos dizer como foi que tudo começou...
A palavra de Deus não deixa dúvidas de que muitas das coisas entregues aos “tios e tias” deveriam estar debaixo da responsabilidade paterna e sendo por estes executadas.
É provável que eu tenha que dar continuidade a este assunto em outros artigos. Estou desejoso de receber e-mails com criticas e sugestões, para enriquecer e aprofundar este tema. Conto com a ajuda dos pais e também dos “tios e tias” que estiverem lendo este primeiro artigo.
Até o próximo.